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Uma mão segurando uma caneta apontando para um carne que contém gráficos, com uma tarja verde com o escrito em branco do título do artigo: "tipos de investimentos em renda variável"

Tipos de investimentos em renda variável

A renda variável tem chamado bastante atenção nos últimos tempos, principalmente diante da queda da taxa de juros no Brasil. Esse fenômeno diminuiu os rendimentos da renda fixa e a tornou menos vantajosa para muitos investidores.

Com isso, é normal acontecer uma migração para investimentos em renda variável. Isso porque, da maneira correta, há boas chances de esta estratégia ser a mais acertada para encontrar melhores rentabilidades.

Entretanto, começar a investir nessa modalidade sem os conhecimentos necessários pode dar o efeito contrário. Arriscar-se na renda variável sem uma estratégia eficiente costuma trazer problemas e prejuízos.

Quer evitar esta situação? Então confira as informações deste post e saiba tudo o que precisa sobre o assunto!

O que é renda variável?

A renda variável é um conjunto de investimentos que tem como uma de suas principais características a imprevisibilidade. Analisando os termos “renda fixa” e “renda variável” você já consegue perceber indícios da maior diferença entre elas, certo?

De fato, a renda fixa oferece uma previsibilidade maior em relação aos seus rendimentos. Assim, os investidores se sentem mais seguros de receber o dinheiro aplicado e a rentabilidade combinada em cada investimento.

Isso não é o que acontece na renda variável. Em investimentos desse tipo, o investidor assume um risco maior, pois o retorno que recebe por seus ativos financeiros está exposto às movimentações, baseadas em diversos aspectos.

Por exemplo:
– Variações econômicas;
– Cenário político nacional e internacional;
– Desempenho de alguma empresa ou setor específico da economia;
– Lei da oferta e da procura por cada ativo.

Em resumo, ao investir na renda variável não é possível ter certezas ou garantias do quanto seu dinheiro renderá — inclusive, há o risco de não obter rendimentos ou mesmo de perder a quantia investida.

Mas vale destacar que esse perigo pode – e deve – ser analisado e gerido pelos investidores. Ou seja, comprar ativos da renda variável não significa apostar em algo, como se tudo dependesse da sorte. Suas decisões devem ser tomadas de acordo com a avaliação das expectativas e dos riscos.

O que saber antes de investir?

Há uma relação direta entre riscos e possibilidades de lucro nos investimentos. Isso significa que o rendimento obtido em ativos variáveis pode ser muito maior do que aqueles recebidos por aplicações mais seguras na renda fixa.

Entretanto, é preciso ter conhecimento para alcançar bons resultados – e ainda assim não é possível ter garantias de rentabilidade. Por isso, trouxemos alguns aspectos que você precisa saber antes de fazer investimentos em renda variável.

Perfil de investidor

Começamos pelo seu perfil de investidor. Existem três perfis principais: o conservador, o moderado e o arrojado. O primeiro se refere às pessoas que não se sentem à vontade para correr riscos com o seu dinheiro.

Ou seja, na equação entre segurança e rendimento, elas preferem priorizar a primeira. Em outras palavras, aceitam receber menor rentabilidade para não colocar o valor investido em perigo. Essas pessoas, dificilmente terão ativos da renda variável na sua carteira de investimentos.

Já os investidores de perfil moderado aceitam um pouco melhor a ideia de correr riscos, mas ainda se apegam também à segurança. Desse modo, podemos dizer que esse tipo de investidor procura um equilíbrio entre risco e rentabilidade.

Por sua vez, os investidores arrojados assumem a preferência pelos rendimentos. Logo, sabem que sua carteira precisa ter um risco maior para alcançar rentabilidades mais vantajosas. Essas pessoas vão alocar boa parte de seus investimentos na renda variável.

E por que é importante identificar seu perfil? Para fazer escolhas conscientes sobre os seus investimentos. Afinal, não faz sentido se envolver com alto risco se isso não é o que você deseja. Do mesmo modo, não é ideal abrir mão da possibilidade de maior rentabilidade se a sua postura é mais arrojada.

Funcionamento da bolsa de valores

Outro conhecimento fundamental antes de investir em renda variável é entender como a bolsa de valores funciona. Isso porque ela é o ambiente onde as negociações de ativos acontecem, além de ser a instituição responsável pela custódia e liquidação dos investimentos.

A bolsa de valores brasileira é a B3 e o acesso aos ativos negociados nela é feito de forma online — por meio de uma plataforma denominada home broker. Para ter acesso, é necessário abrir uma conta em corretora de valores ou banco.

Oscilações do mercado

Começamos este post falando que os investimentos em renda variável são um tanto imprevisíveis. E o motivo para esse fato é o acompanhamento de oscilações frequentes no mercado financeiro. Por isso, é preciso aceitar a existência dessas oscilações e considerá-las nos seus investimentos.

Que tal darmos um exemplo prático de oscilação? Imagine ter na sua carteira as ações de determinada companhia. Em um dia qualquer, sem que você estivesse esperando, surge uma notícia relevante sobre essa empresa e muitos investidores decidem vender suas ações.

Pela lei de oferta e procura, é provável que você perceba uma queda no preço dos papéis. O oposto aconteceria se a notícia levasse mais investidores a comprar as ações: nesse caso, você veria o valor delas aumentar no curto prazo.

Esse tipo de oscilação pode acontecer constantemente no mercado de renda variável. Mas o significado que ele terá depende da sua estratégia. Quem está focado no longo prazo, por exemplo, encara isso com certa tranquilidade. Já investidores mais ansiosos podem enfrentar muito nervosismo nesses momentos.

Rendimento da renda variável

Uma das melhores formas de responder a quem pergunta como são os rendimentos da renda variável é: depende. Eles dependem de diversos fatores, como o cenário econômico do país, a gestão de empresas e, principalmente, a sua estratégia de investimentos.

As possibilidades de rentabilidade oferecidas pela renda variável são muito diversas. Então, no fim, isso depende diretamente da estratégia que cada investidor adota. Em um mesmo período alguns ativos podem se valorizar muito, enquanto outros sofrem desvalorização.

Variedade de produtos financeiros

A variedade da renda variável é um dos fatores que explicam porque os rendimentos podem ser tão diferentes dependendo do investidor e dos ativos que compõem sua carteira. De fato, essa modalidade de investimentos não é uma coisa só, mas várias opções juntas.

Nesse sentido, é preciso entender que você terá muitas alternativas disponíveis para sua escolha. E cada uma apresenta riscos e possibilidades de rentabilidade diferentes. A seguir, falaremos um pouco sobre algumas delas.

Quais são os investimentos da renda variável?

Sem dúvida, os investimentos mais conhecidos da renda variável são as ações. Mas as alternativas vão muito além delas. Pensando nisso, trouxemos informações básicas sobre os principais ativos e modalidades de investimento disponíveis no mercado.

Confira!

Ações

As ações correspondem a partes do capital social de uma empresa. O que isso significa na prática? Que determinada companhia vende o direito de participação na sua sociedade com o objetivo de levantar dinheiro para custear seu crescimento e projetos.

Essas partes passam a ser negociadas no mercado quando as empresas colocam ações na bolsa de valores. Assim, é possível comprar e vender os papéis pelo home broker.

Ao adquirir ações, você se torna um acionista da companhia. Isso lhe dá direito a receber a divisão de lucros. Ou seja, se a empresa for muito bem, você obtém bons rendimentos. Se ela passar por problemas, sua carteira também sentirá as consequências.

Uma vez que o investidor adquire papéis, eles são de sua propriedade. Então, cabe a você decidir se manterá a posição ou se é mais vantajoso vendê-los para outros investidores. Essa é mais uma maneira de lucrar com ações: vendendo por um preço maior do que comprou.

Fundos de investimentos

Existem fundos de investimentos tanto na renda fixa como na renda variável. Dentro do segundo grupo, temos fundos de ações, fundos cambiais, fundos imobiliários e fundos multimercados, por exemplo.

O primeiro, conforme o nome indica, tem o foco nos investimentos em ações. O segundo grupo dá preferência por investir em moedas e o terceiro negocia ativos do mercado imobiliário. Já os fundos multimercados podem ter estratégias variadas.

Uma das vantagens dos fundos de investimentos é que eles são geridos por um investidor profissional. Assim, é possível contar com alguém experiente para montar a carteira do fundo. Mas isso tem um custo: são cobradas taxas referentes a essa administração.

Câmbio

Investir em moedas estrangeiras é outra possibilidade na renda variável. Como todas as outras opções, ela exige conhecimento e estratégia. Afinal, a variação cambial gera bastante risco para investimentos desse tipo.

É comum que as pessoas vejam a compra de ativos cambiais como algo vantajoso apenas por observarem a valorização de moedas como o dólar, por exemplo. Sim, é possível obter bons rendimentos ao investir em câmbio, mas as oscilações dessa alternativa costumam ser ainda maiores do que a das ações. Por isso, vale ter um cuidado a mais.

Derivativos

Os derivativos são ativos financeiros cujo rendimento depende de outros ativos — que podem ser ações, moedas, índices econômicos, commodities, etc. O investimento nessa alternativa se dá pela previsão do preço que determinado ativo terá no futuro.

Por exemplo, um investidor investe em contratos derivativos relacionados ao petróleo contando com a valorização desse ativo no futuro. Basicamente, ele terá lucro se o preço aumentar e prejuízo se ele diminuir ao longo do tempo. Esses investimentos estão entre os mais complexos da renda variável.

COE

COE significa Certificado de Operações Estruturadas e traz um funcionamento interessante para os investidores conservadores. Muitos COEs apresentam uma proteção do capital investido.

Como isso funciona? A pessoa investe determinado valor sabendo que o receberá de volta. Ou seja, não há grandes riscos de perder parte da quantia investida. Entretanto, existe a desvantagem de também limitar os rendimentos.

Isso porque o COE pode investir em ações, mas só repassa a rentabilidade positiva se todos os ativos da cesta de investimentos estiverem acima do preço em que foram comprados. Isso é observado em uma frequência definida (por exemplo, a cada 6 meses).

Se, por exemplo, no momento da análise, as ações de alguma empresa que compõe o COE não estiverem sendo negociadas acima do valor pago, o investidor não recebe rendimentos.

Como escolher investimentos na renda variável?

Com tantas opções de funcionamento diferentes é comum ficar em dúvida sobre como investir na renda variável. Mas fique tranquilo! Você sentirá mais segurança na medida em que aprofundar seus conhecimentos sobre cada ativo.

Veja os principais aspectos que devem ser considerados na hora de escolher seus investimentos.

Invista no que conhece

Essa é uma dica indispensável. Infelizmente, muitas pessoas fazem seus investimentos se baseando apenas em dados superficiais ou mesmo em indicação de especialistas ou amigos.

Ainda que isso possa dar muito certo para você, é importante estudar o assunto para investir com mais segurança.

Por exemplo, ao escolher as ações que irão compor sua carteira é necessário conhecer as formas de analisar empresas e fazer comparações entre elas. Quando isso não é feito, fica mais difícil avaliar o melhor momento para comprar ou vender papéis.

Adote uma estratégia

Como dissemos no começo deste post, investir na renda variável não é como fazer apostas. Ao contrário, há diversas estratégias para analisar as movimentações do mercado e tomar decisões baseada nisso.

É claro que não será possível ter grandes certezas acerca dessas movimentações, mas algumas técnicas lhe ajudam a se posicionar de maneira mais segura. Por isso, a dica é adotar uma estratégia de investimentos.

Vale a pena se perguntar quais são os seus objetivos, em que ativos da renda variável você pretende investir e que postura quer adotar. Por exemplo, quem compra e vende ações pode focar no curto prazo, com operações de trade, ou no longo prazo, visando o recebimento de dividendos.

Cada uma dessas escolhas determina comportamentos e análises diferentes da bolsa de valores. Entende a relevância de planejar seus investimentos de acordo com estratégias específicas?

Diversifique sua carteira

Outra orientação para quem quer saber como escolher ativos na renda variável é buscar a diversificação da carteira. Esse cuidado é essencial para diluir os riscos de qualquer portfólio – já que colocar a maior parte do seu dinheiro em apenas uma opção aumenta sua vulnerabilidade.

Então, o mais aconselhado é escolher alguns ativos e distribuir a quantia investida entre eles. Dessa forma, você conquista certo equilíbrio e não fica tão exposto a variações de um investimento só.

Depois de ler este post, você tem as informações básicas para começar a fazer investimentos em renda variável. Lembre-se também que, normalmente, é sempre válido proteger parte do seu capital em ativos de menor risco – principalmente sua reserva de emergência e o dinheiro reservado para objetivos de curto prazo.

Quer continuar estudando este assunto? Aproveite para conhecer a história de um dos maiores investidores mundiais: Warren Buffet!