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termos sobre renda fica do mercado financeiro

10 termos sobre renda fixa do mercado financeiro

Este é o segundo artigo sobre renda fixa do mercado financeiro que todo investidor – ou futuro investidor – deve conhecer. No primeiro, apresentamos alguns conceitos gerais, a fim de lhe ajudar a evitar os erros comuns que comentem investidores despreparados.
Para o post número dois da série, trazemos um glossário com 10 termos muito utilizados no segmento de renda fixa. Acompanhe!

1. CDB

CDB é acrônimo para Certificado de Depósito Bancário. Dos produtos do mercado financeiro, especialmente quando falamos em opções em renda fixa, o CDB é um dos mais populares nos bancos do país.

O funcionamento deste produto é simples: o investidor empresta dinheiro para a instituição financeira por um tempo previamente acordado e, como recompensa, recebe o valor emprestado acrescido de uma taxa de juros.

Ao optar por um CDB prefixado, a rentabilidade da aplicação é acordada com base em uma taxa fixa – como, por exemplo, 6% ao ano. Na modalidade pós-fixada, utiliza-se um indexador para rentabilizar o aporte, como o CDI (por exemplo, 120% do CDI).

Conforme comentado, o CDB é uma opção de investimento conhecida dos bancos, mas a modalidade também está disponível em corretoras.

2. CDI

CDI – ou Certificado de Depósito Interbancário – é também daqueles termos do mercado financeiro bastante utilizados no âmbito da renda fixa. Entretanto, muitas vezes, se tem um entendimento errado sobre este certificado.

Muitas pessoas pensam que CDI é um tipo de investimento. No entanto, ele é um indexador que, assim como a Selic, serve como parâmetro para investimentos em renda fixa.

Esta taxa é calculada diariamente pela B3 a partir das operações realizadas no dia entre instituições financeiras. Quando o investidor opta por uma opção de investimento que utiliza a CDI como base, para saber como foi a rentabilidade, ele deve fazer uma comparação entre a rentabilidade oferecida e a taxa CDI.

Em 2018, por exemplo, a taxa CDI foi de 6,42% no ano. Isso significa que rendimentos que renderam 100% da CDI naquele ano tiveram a rentabilidade de 6,42%.

Portanto, ao utilizar o CDI como indexador, o ideal é procurar por aplicações que rendam, pelo menos, um valor aproximado ao da taxa.

3. Selic

O Sistema Especial de Liquidação e Custódia, comumente conhecido por Selic, é a taxa básica de juros da economia dno nosso país. O Banco Central a utiliza para monitorar a inflação, bem como para controlar a emissão, compra e venda de títulos.

Investidores que fazem aportes na renda fixa devem ficar atentos à rentabilidade da Selic. Afinal, quaisquer opções de investimento que acompanham esta taxa ou o CDI – que tem valor semelhante à Selic – acabam sendo afetadas do ponto de vista de rentabilidade em caso de alta ou queda da Selic.

4. IPCA

IPCA é mais um dos termos do mercado financeiro que ouvimos falar com frequência. Conhecido também por Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA é divulgado todo mês pelo IBGE.

O IPCA tem uma importância para todos e não apenas para investidores. Isso porque ele é considerado o índice oficial de inflação do país. Quando uma aplicação utiliza o índice IPCA, significa que ela utiliza a taxa de inflação como referência.

Investidores que procuram por produtos em renda fixa e querem garantir que seus aportes acompanhem a inflação podem optar por investimentos atrelados ao IPCA.

5. LCI e LCA

LCI e LCA são letras de créditos – sendo que o primeiro é Letra de Crédito Imobiliário e o segundo é Letra de Crédito do Agronegócio. Trata-se de mais dois investimentos bastante comuns no âmbito da renda fixa.

Assim como o CDB, tanto LCI quanto LCA são uma espécie de empréstimos que se faz a bancos. A diferença é que LCIs são empréstimos direcionados para financiar objetivos relacionados ao setor imobiliário. Já LCAs financiam a atividade agrícola.

Com relação à remuneração, o investidor pode escolher entre LCIs e LCAs com rendimento pré ou pós-fixado.

6. Tesouro Direto

Quando falamos em renda fixa, os títulos públicos – emitidos pelo Governo Federal – são bastante conhecidos. Trata-se dos títulos do Tesouro.

Por meio da plataforma do Tesouro Direto, o investidor pode realizar aportes no Tesouro Selic e em outros títulos – como o Tesouro IPCA – de forma segura, fácil e prática.

Geralmente, quem investe no Tesouro o faz por motivos como segurança, liquidez diária (para o Tesouro Selic) e praticidade. Aliás, esta é considerada a modalidade de aplicação financeira mais segura do mercado, pois é 100% garantido pelo Governo.

Na prática, significa dizer que o único caso de o investidor não receber seu dinheiro aplicado é se o país quebrar, algo praticamente impossível (e se isso acontecer, todos os bancos quebrarão antes).

É importante destacar apenas que o Tesouro Direto não é um título, mas sim a plataforma onde são negociados os títulos emitidos pelo Governo.

7. Fundo DI

Os fundos DI são também chamados de Fundos Referenciados DI. Eles seguem a taxa de juros do mercado, isto é, refletem proporcionalmente a taxa CDI.

Ainda, quem investe em um fundo DI tem, teoricamente, uma rentabilidade próxima aos títulos do Tesouro Selic, uma vez que Selic e CDI têm valores bastante próximos.

Ao investir em Fundos DI o investidor se une a outros investidores que adquirem cotas do fundo – que é gerido por um gestor profissional. Será esse gestor que quem determinará onde os recursos dos investidores serão alocados.

Prioritariamente, a destinação para este montante será os títulos públicos (pelo menos 95% deve ser investido em títulos públicos atrelados à Selic, no caso do fundo DI).

8. Curto Prazo

Cada investidor tem seus objetivos. Alguns desses objetivos levarão mais tempo para serem atingidos, outros menos.

Por exemplo, pode ser que uma pessoa queira investir para tirar férias daqui a um ano. Neste caso, ela deve atentar-se ao prazo do investimento.

Investimentos de curto prazo são aqueles inferiores a 24 meses. As características principais de bons ativos de curto prazo costumam ser, de modo geral, alta liquidez, segurança e baixo custo de operação (taxas e impostos).

9. Médio Prazo

Ao abordarmos os termos do mercado financeiro em relação ao prazo, precisamos mencionar os ativos de médio prazo também. Este tipo de opção deve ser levado em consideração se o investidor não precisa do dinheiro imediatamente.

Por médio prazo, geralmente entendemos investimentos entre 2 e 5 anos. Neste caso, o investidor pode abrir mão de liquidez para buscar por melhores rentabilidades.

10. Longo Prazo

Todo projeto voltado ao futuro – prazos normalmente superiores a 5 anos – é considerado uma meta de longo prazo. Se você está começando a investir seu dinheiro, tenha em mente que ativos de longo prazo devem ser aqueles destinados à aposentadoria, independência financeira, etc.

Quando tratamos de ativos de longo prazo no mercado de renda fixa pode ser interessante procurar por investimentos atrelados ao IPCA – uma vez que, desta forma, o investimento está protegido da inflação.

Conclusão

Como você pode ver, são diversos os termos do mercado financeiro quando tratamos de renda fixa. Neste artigo, apresentamos aqueles mais comuns – que devem ser conhecidos por todos os investidores.

Agora que você já conhece alguns dos principais termos do mercado financeiro no âmbito de renda fixa, você também pode conferir mais dos termos indispensáveis do mercado financeiro neste artigo.

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