Blog

10 termos indispensáveis do mercado financeiro

Conhecer o mercado financeiro de maneira ampla demanda tempo e empenho de qualquer pessoa que deseja saber, de maneira mais aprofundada, como funciona esse ambiente. Entretanto aprender alguns dos principais termos do mercado financeiro, pode ser um passo fundamental nesta jornada.

Afinal, um investidor ou futuro investidor que não domina alguns conceitos simples – porém, muito importantes – do mercado fica ainda mais suscetível a cometer erros de investimento. E você não deseja cometê-los, não é mesmo?

Para ajudá-lo a aprender mais sobre o mundo financeiro e se familiarizar com alguns termos básicos desse meio, separamos neste artigo 10 termos do mercado financeiro para você ambientar-se. Portanto, siga a leitura e dê continuidade ao seu aprendizado!

1. Renda Fixa

Este é, talvez, um dos primeiros termos do mercado financeiro que todo investidor deve conhecer. A renda fixa é uma aplicação conhecida por oferecer maior segurança ao investidor mais conservador.

Nos investimentos em renda fixa, é possível conhecer a rentabilidade – ou a projeção da mesma – antes de realizar a aplicação.

O investidor pode ainda contar, com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sobre muitos dos investimentos em renda fixa (CDBs, caderneta de poupança, LCIs e LCAs), desde que respeitado o limite de R$ 250 mil por CPF por instituição, até o limite global de R$ 1 milhão por um período de 4 anos.

2. Renda Variável

A renda variável é um tipo de investimento que, diferente da renda fixa, não oferece ao investidor a possibilidade de saber o quanto seu dinheiro vai render em determinado período.

Por isso, os investimentos de renda variável costumam ser de maior risco. Mas, a possibilidade de rendimento é proporcional aos riscos. É o caso, por exemplo, das ações negociadas em bolsa de valores.

3. Fundos de Investimento

Um fundo de investimento é uma modalidade de investimento na qual investidores se reúnem com o objetivo de fazer seu dinheiro render. Há um gestor profissional – que coloca em prática as estratégias do fundo e toma decisões quanto à carteira de ativos desta modalidade.

Ao fazer aportes, um investidor recebe cotas – proporcionais à sua aplicação – e passa a ter direito à rentabilidade que o fundo oferecer, também proporcional à quantidade de cotas que possui. Portanto, em linhas gerais, os investidores pagam uma taxa de administração e, muitas vezes, uma taxa de performance.

Existem, no mercado brasileiro, fundos mais conservadores – como os fundos de renda fixa – e fundos de investimento mais agressivos, como é o caso dos fundos de ações, por exemplo.

4. Pós-fixado

Um investimento pós-fixado é aquele no qual você o investidor conhecerá o rendimento da aplicação apenas no vencimento da mesma. Na maioria das vezes, os pós-fixados são atrelados a um indexador.

Os indexadores mais comuns são CDI, SELIC, IPCA e IGP-M, e outros. Nestes casos, a rentabilidade das aplicações pós-fixadas costuma acompanhar a movimentação da economia do país.

5. Prefixado

Os investimentos prefixados são o contrário dos pós-fixados. Ou seja, são investimentos que permitem ao investidor saber antecipadamente, qual será o rendimento alcançado no vencimento da aplicação. A rentabilidade, portanto, é previamente fixada no momento do aporte.

O rendimento do investimento prefixado não será alterado por nenhum fator externo. Não importa o que aconteça, se estiver definido que você receberá uma determinada porcentagem ao ano, é exatamente esta porcentagem que você irá receber.

6. Liquidez

De acordo com a ANBIMA, liquidez é a capacidade de conversão de um bem em dinheiro. Em outras palavras, trata-se da rapidez com que consegue-se desfazer de algo para receber dinheiro em mãos.

No mercado financeiro, há investimentos de maior e menor liquidez. Normalmente, quanto maior a liquidez, menor tende a ser a rentabilidade do investimento.

7. Rentabilidade

Rentabilidade é definida como o percentual de remuneração obtido a partir da quantia que foi investida. Ou seja, é o valor que será recebido pelo investidor como retorno de um investimento.

Se você investir R$ 50,00 e receber, no vencimento do investimento (ou no resgate), a soma de R$ 100,00, por exemplo, sua rentabilidade foi de 100%.

A questão da rentabilidade, inclusive, deve sempre ser analisada pelo investidor. Afinal, cada investimento proporciona um tipo de remuneração diferente – que pode, inclusive, ser negativa em muitas situações.

8. Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

A CVM é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Tem como função a fiscalização de todas as empresas de capital aberto negociadas em bolsa, além das corretoras, agentes autônomos de investimentos, e outros.

O maior objetivo da CVM é proteger os acionistas dos riscos que o mercado proporciona, preservando-o, sempre que possível, de vivenciar qualquer irregularidade.

9. Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos. Não se trata de um órgão governamental ou um banco. É mantida pelas instituições financeiras, mensalmente.

 O FGC serve para:

Proteger correntistas e investidores no sistema financeiro até os valores limites estabelecidos (R$ 250 mil por CPF por instituição, até um limite global de R$ 1 milhão, válido por 4 anos;

Contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional;

Contribuir para a preservação de crise bancária sistêmica.

10. Cetip

A Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip) é uma empresa que atua no segmento de liquidação de títulos privados.  Estabeleceu-se como uma central que oferece soluções para depósito, registro, liquidação e negociação de ativos.

Entre as operações relacionadas à Cetip mais conhecidas estão o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), além de o processamento de TEDs e DOCs, por exemplo.

Vale destacar que a CETIP é a maior câmara de ativos privados do Brasil e a mais relevante depositária de títulos privados de renda fixa da América Latina. O cálculo da taxa do CDI também é de sua responsabilidade.

Conclusão

Existem muitos termos do mercado financeiro que precisam ser dominados pelo investidor antes dos primeiros aportes. Compreender os 10 aqui listados é uma excelente maneira de aprofundar-se nesta temática.

Lembre-se sempre que os primeiros passos para se obter sucesso nesta jornada é entender conceitos básicos relacionados ao mercado. Afinal, eles serão utilizados no seu dia a dia enquanto investidor.

Por ora, parabenizamos você por estar no caminho certo! E esperamos que você continue aprendendo cada vez mais para se tornar um ótimo investidor!

Se quiser dar continuidade a esta jornada de aprendizados, assine nossa newsletter!