Blog

Mas, afinal, quem é Warren Buffet

Mas, afinal, quem é Warren Buffett?

O nome de Warren Buffett é muito conhecido entre investidores de todo o mundo. E quem ainda não conhece precisa fazer isso o quanto antes!

Afinal, ele é um grande – e bem-sucedido – investidor do mercado financeiro e uma referência e inspiração para todos que buscam obter rendimentos ao investir seu dinheiro.

Você ainda não sabe qual é a história por trás dessa lenda? Então acompanhe, neste post, mais sobre a vida de Warren Buffett e a importância dele para o mundo dos investimentos.

Vamos lá?

Quem é Warren Buffett?

Warren Edward Buffett é um norte-americano do estado de Nebraska. Ele nasceu em 1930 e o seu pai costumava trabalhar como operador da bolsa de valores (antes de virar congressista nos Estados Unidos).

Nesse contexto familiar, Buffet começou a dar os seus primeiros passos como investidor e analista do mercado financeiro. Sua primeira compra de ações se deu aos 11 anos de idade. Nada mal, não é mesmo?

À época, Buffett investiu em uma empresa do ramo de petróleo e obteve algum lucro com o investimento – ao aproveitar uma pequena valorização das ações para vender seus papéis.

Entretanto, o então recém-investidor percebeu que, no longo prazo, seu rendimento poderia ter sido muito maior. E esse foi um dos aprendizados essenciais para desenvolver sua capacidade de análise na bolsa.

História profissional

Desde cedo, Warren Buffett definiu um objetivo de vida: ser milionário. As primeiras tentativas, ainda na infância e adolescência, envolveram trabalhos simples – como entrega de jornal e representação de vendas.

O espírito empreendedor surgiu rápido e algumas das ideias de Buffet durante essa época foram reformar um carro e cobrar por passeios nele e distribuir, junto com um amigo, máquinas de fliperama em barbearias.

Em 1950, aos 19 anos, Warren Buffett se formou em Economia. Logo depois, foi para a Universidade de Columbia continuar se aperfeiçoando. Lá ele conheceu um de seus maiores mentores: o professor Benjamin Graham, com quem passou a trabalhar depois de formado.

A atuação de Buffett junto ao professor se dava em uma empresa de gestão de investimentos. Em 1956, ele voltou para sua cidade natal e criou um próprio fundo, chamado de Buffett Partnership. Depois, fechou o fundo e passou a administrar sua empresa – da qual falaremos daqui a pouco.

Vida social

Hoje, Warren Buffett é um investidor multibilionário – citado constantemente na lista dos mais ricos do mundo (uma vez, em primeiro lugar). Mas, olhar para o patrimônio recheado não diz tudo o que você precisa saber sobre esse homem.

Apesar de todo o dinheiro, Buffett não é apegado à ostentação. Isso pode ser percebido por uma das curiosidades em sua vida: ele mora na mesma casa que comprou em 1958 por pouco mais de 30 mil dólares.

Ao ser questionado sobre sua fortuna, Buffett costuma dizer que, a partir de determinado ponto, o dinheiro passa a não ter mais utilidade. E, para ele, o que mantém sua motivação não é a possibilidade de aumentar sua riqueza, mas de realizar conquistas.

Esse desapego dos cifrões nos leva a outra curiosidade: em 2006, Buffett anunciou que doaria boa parte do seu patrimônio para instituições sociais. Além disso, no ano de 2010, criou um projeto que estimula bilionários a fazerem o mesmo – nesta ação, ele conta com a parceria de Bill e Melinda Gates.

A carreira nos investimentos

Para entender a importância de Buffett no mercado mundial – e sobre como ele se tornou uma inspiração para outros investidores, é fundamental entender outros detalhes da trajetória de Buffett nos investimentos.

Como você já sabe, foi no ano de 1954 que Warren Buffett começou a trabalhar com Benjamin Graham na companhia Graham-Newman Corp – onde ficou até 1956. Foi esta a oportunidade que mudou a vida e carreira de Warren Buffett nos investimentos.

Após sua experiência com a Graham-Newman, Warren Buffett criou seu fundo de investimentos (Buffet Partnership) e, ao longo do tempo, envolveu diversos sócios no crescimento dessa companhia. Em 1962, finalmente conseguiu alcançar seu objetivo: de se tornar milionário.

E foi no ano de 1970 que Buffett passou a ter controle total sobre outra empresa: a Berkshire Hathaway Inc., que o consolidou no mundo dos investimentos e funciona até hoje influenciando fortemente o mercado financeiro.

A Berkshire Hathaway

Ainda quando estava ganhando muito dinheiro com seu fundo de investimentos, Warren Buffett começou a comprar ações da Berkshire Hathaway, que atuava na área têxtil. Em 1965 ele já tinha papéis suficientes para controlar a companhia.

Nos primeiros anos, Buffett continuou na área têxtil e foi, aos poucos, adquirindo outras empresas por meio da Berkshire Hathaway. A companhia foi se transformando em uma holding de investimentos e, em 1985, ele decidiu parar com as operações na indústria têxtil.

Atualmente, a empresa tem participação em diversas outras companhias. Algumas de destaque são a Amazon e a Coca-Cola, por exemplo, além de inúmeras seguradoras (um dos nichos que Buffett mais gosta de investir).

Uma curiosidade sobre a empresa de Warren Buffett é que ela só pagou dividendos aos acionistas em apenas um ano – em 1967. A partir daí, o bilionário propôs que os investidores reinvestissem seus dividendos, a fim de aumentar seus aportes e buscar por rentabilidades ainda maiores ao longo do tempo.

A lenda nos investimentos

Vale destacar que a carteira de investimentos da empresa  Berkshire Hathaway, inclusive, passou a ser uma referência para inúmeros investidores. Afinal, Buffett normalmente acerta nas escolhas e costuma multiplicar seu dinheiro a partir de seus bons investimentos.

Por se tornar uma verdadeira lenda nesse universo, as declarações dele, inclusive, influenciam diretamente o mercado. Foi o que aconteceu, por exemplo na época em que Buffett anunciou que investiria fortemente na Apple: no mesmo dia, o valor da empresa subiu forte na bolsa.

Outras práticas que dão o que falar no mercado são as reuniões que Buffett faz com os acionistas da sua empresa. Anualmente, ele se encontra com investidores e as cartas que entrega para os acionistas da Berkshire Hathaway são analisadas por profissionais do mercado – sempre em busca de pistas sobre bons investimentos.

As ações da empresa de Warren Buffett têm alto preço e baixa liquidez no mercado. Pois, por escolha do bilionário, elas nunca foram divididas. Assim, ele consegue atrair investidores de longo prazo e distanciar especuladores.

Os ensinamentos de Benjamin Graham

Como dissemos, Benjamin Graham foi um dos professores de Buffett e tem grande participação nas suas conquistas profissionais – e na sua trajetória de um dos maiores investidores do mundo. O autor do livro “O Investidor Inteligente” foi, portanto, a maior inspiração na carreira do megainvestidor Warren Buffett.

As técnicas de análise desenvolvidas por Buffett ao longo da vida são inspiradas nos ensinamentos do professor. Nas palavras da própria lenda do mercado financeiro, Graham é a segunda pessoa mais influente em sua vida (atrás apenas de seu pai).

A estratégia ensinada por Benjamin Graham consiste em comprar ações abaixo de seu valor real, o que demanda uma avaliação da empresa para entender seu valor intrínseco e analisar o preço da ação. Mas, ainda que siga os ensinamentos do mestre, Buffett se distancia dele em alguns pontos.

Um exemplo disso é a ideia de diversificação da carteira. Graham defende a importância de distribuir investimentos para manter a segurança. Já Buffett afirma que um bom conhecimento do mercado dilui os riscos.

Geralmente, a estratégia de Buffett é comprar grandes fatias de empresas e participar da tomada de decisões da companhia. Além disso, um cuidado indispensável que ele possui é só comprar ações de negócios que ele entenda como funcionam.

Estratégia e foco no longo prazo

Mas como Warren Buffett conseguiu enriquecer com suas escolhas certeiras de investimentos? Por que ele é tão respeitado por analistas da bolsa? E o que faz com que suas movimentações influenciem tanto o mercado financeiro?

As respostas para todos esses questionamentos estão nas técnicas e estratégias utilizadas por ele para decidir onde investir. Mais do que seguir uma estratégia, Buffett optou por aperfeiçoar suas técnicas de investimento ao longo do tempo – decisão que, nos dias atuais, têm grande impacto em seu sucesso e inspira milhões de investidores pelo mundo.

No início de sua vida profissional, as decisões de Buffett pareciam estranhas a quem acompanhava o mercado. Mas seu pensamento de longo prazo mostra como é possível alcançar o sucesso.

Foi isso que ele fez ao seguir à risca suas estratégias bem estabelecidas e analisar o mercado como ninguém. Uma das características do bilionário investidor, por exemplo, é investir com cuidado e compor a carteira, preferencialmente, com empresas sólidas.

Além da Apple e da Coca-Cola, algumas empresas que estão na carteira da Berkshire Hathaway e contribuem com seus bons resultados estão grandes organizações com potencial de lucro comprovado. É o caso de grandes bancos norte-americanos e a Disney, por exemplo.

O método Warren Buffett de investir

Há diversas estratégias para escolher onde investir seu dinheiro na bolsa de valores. Os métodos podem ser bem diferentes entre si e cumprir objetivos variados. Por isso, é importante conhecer não só o funcionamento, mas também as metas de resultado de cada técnica.

O value investing é o método escolhido por Warren Buffett, inspirado no trabalho de Benjamin Grahan. Algumas características pessoais que influenciam na escolha dos negócios são a sua preferência por companhias simples (que ele consiga entender como funcionam), com histórico confiável e bom potencial no mercado.

Esses aspectos explicam por que Buffett não costuma investir seu capital em novas empresas de tecnologia, por exemplo. Ele busca por companhias consolidadas no mercado, além de precisar entender como o negócio funciona, para ser capaz de participar das tomadas de decisão.

Value Investing

O método utilizado por Warren Buffett para investir consiste, em grande parte, em uma análise subjetiva dos fundamentos e das perspectivas de uma empresa.

Os responsáveis por desenvolverem essa técnica foram Benjamin Graham e David Dodd, bem especificada no livro Security Analysis. O objetivo dos investidores que seguem essa ideia é procurar por ações que estejam sendo vendidas por um preço mais baixo que o valor real do ativo.

Ou seja, os papéis estariam subvalorizados em relação ao que a empresa, de fato, vale. A descoberta do preço justo de uma ação se baseia em uma série de análises de fundamentos, como os números contábeis da empresa, suas perspectivas para fluxo de caixa futuro, seu potencial de valor no mercado, etc.

Se os papéis de uma determinada empresa estão sendo oferecidos por um preço mais baixo, percebe-se um potencial de ganho – que pode gerar lucros ao investidor.

Upside

O que separa o valor justo de uma ação do preço pelo qual ela está sendo negociada é o chamado upside. Se, por exemplo, o investidor considera que o preço justo é R$ 40,00, mas o papel é oferecido por R$ 30,00, há um upside de R$ 10,00 – que é justamente a diferença entre os valores.

Os investidores que utilizam a estratégia de Value Investing estão em busca dessas oportunidades de upside no mercado financeiro e do momento ideal para comprar estes papéis

Vale destacar que o upside não é considerado apenas no momento da compra, mas também durante todo o tempo em que o investidor decide continuar com a ação. E no momento em que ele opta por vendê-la.

Para fazer as escolhas entre manter ou se desfazer de sua posição, o investidor que utiliza o value investing continua frequentemente realizando os cálculos em relação ao valor real e ao preço de negociação. Afinal, as análises são baseadas em fatores que podem mudar ao longo do tempo.

A influência da subjetividade

Como você viu, a estratégia utilizada por Warren Buffett abre muito espaço para influência de aspectos pessoais, já que o investidor analisa a empresa subjetivamente. Ainda que a análise envolva fundamentos do negócio, a escolha de cada investidor também vai ser pessoal.

É possível (e esperado) que vários analistas tenham ideias diferentes acerca do valor justo de uma ação. Cada análise é individual e esse é um dos motivos pelos quais a genialidade de Warren Buffett chama tanta atenção. É o faro pessoal de Buffett, portanto, um dos principais responsáveis por ele ser considerado um oráculo do mercado financeiro.

Conclusão

Agora você conhece o grande nome dos investimentos: Warren Buffett. Sem dúvida, a trajetória desse multibilionário vai inspirar sua caminhada pessoal e profissional.

Aproveite agora os ensinamentos que Buffett coloca em prática na Berkshire Hathaway e conheça mais sobre as técnicas de análise de ações. Dessa maneira, você conseguirá entender melhor os investimentos e fazer, com maior assertividade, suas escolhas de investimento!

Quer acompanhar mais conteúdos interessantes? Assine nossa newsletter e vamos manter você sempre bem informado!