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homem se equilibrando em um frio em um lugar alto demonstrando coragem e agressividade como forma de Investimentos Arrojados

5 Investimentos arrojados que você deve conhecer

Depois de acumular conhecimento e ganhar maturidade nas aplicações, muitos investidores seguem em busca dos  investimentos mais arrojados. Em geral, o objetivo por trás dessa busca é encontrar maiores rentabilidades — já que o aumento dos riscos nos investimentos costuma vir acompanhado de possibilidades de maiores lucros.

Para aceitar correr riscos maiores, no entanto, é importante conhecer seus objetivos pessoais, manter o emocional preparado para oscilações e conhecer as oportunidades de investimento disponíveis no mercado.

Por isso, no artigo de hoje, você conhecerá 5 investimentos arrojados à disposição dos investidores com perfil mais agressivo para montagem de portfólio. Siga a leitura e acompanhe este post completo sobre o assunto!

O perfil e os investimentos arrojados

Os investimentos normalmente são classificados em relação ao risco que oferecem. Assim, temos opções conservadoras e mais seguras, moderadas (com risco mais equilibrado) e arrojadas ou agressivas.

Essas últimas apresentam risco maior em troca de uma possibilidade de rentabilidade também superior em relação a outras modalidades mais seguras de investimentos. Vale destacar que, no mercado financeiro, não existe uma alternativa que lhe possibilite obter melhores lucros com baixo risco.

E, assim como os investimentos, os investidores são classificados em conservadores, moderados ou agressivos, dependendo do seu apetite a riscos. Controlar a ansiedade diante das oscilações e ter conhecimento sobre o mercado são alguns elementos essenciais para quem deseja avançar até um perfil arrojado.

Os investimentos de alto risco podem fazer parte, em menor grau, da carteira dos investidores moderados. Já aqueles que se identificam no perfil agressivo compõem boa parte da sua carteira com essas alternativas mais arrojadas.

Normalmente, os investimentos desse tipo estão associados aos objetivos de longo prazo — como turbinar o patrimônio, aposentar-se ou conquistar a independência financeira. Para planos de curto prazo, eles não são muito indicados.

Riscos associados aos investimentos

Antes de conhecer 5 investimentos arrojados, é importante que você entenda sobre os riscos associados aos investimentos. Como falamos, todos os investimentos apresentam riscos. Mas nem todos eles são iguais.

Na verdade, existem diferentes riscos aos quais o investidor está exposto na hora de investir. Cada um deles varia de acordo com o investimento escolhido.

Confira as principais a seguir!

Riscos sistêmicos

Esses dizem respeito ao sistema econômico de modo geral. Você já deve ter acompanhado que diversas situações no Brasil e no mundo influenciam os investimentos, não é?

Com isso, contextos de crise que venham a comprometer o mercado e o sistema financeiro do país aumentam os riscos sistêmicos, aos quais o investidor acaba ficando exposto.

Risco de liquidez

A liquidez é o conceito que trata da facilidade e rapidez com que você consegue transformar o capital investido em dinheiro disponível para uso. Opções como a poupança e o Tesouro Selic têm alta liquidez, ou seja, o investidor pode retirar o dinheiro facilmente sem amargar prejuízo.

Diversos outros investimentos, por outro lado, podem ter uma liquidez mais baixa, principalmente naqueles que oferecem a possibilidade de rendimentos potencializados. Muitas vezes, a otimização do ganho se dá em aplicações com data de vencimento longa — exigindo que a quantia investida permaneça imobilizada por bastante tempo.

Nesses casos, tirar o dinheiro antes do período previsto pode acarretar perda de rendimentos ou mesmo de parte do valor investido.

O risco de liquidez também existe nas ações e em outros investimentos sem data de vencimento – como é o caso de alguns fundos, por exemplo. Isso porque, embora o investidor possa negociar suas cotas e ações a qualquer momento, é possível que não haja liquidez suficiente no mercado para transformar o capital investido em dinheiro.

Risco de mercado

Esse é um risco muito presente nos investimentos arrojados, já que vários deles estão intimamente ligados às variações do mercado financeiro (acontece, por exemplo, com as ações, a compra de moedas, o investimento atrelado a índices, etc).
Ao aplicar nessas alternativas, você estará exposto à oscilação dos preços no mercado e das taxas na economia. O sobe e desce frequente nesses contextos pode beneficiar muitos investidores com ótimos lucros, mas também pode trazer alto risco de prejuízo.

Desta forma, é possível que você perca dinheiro caso precise vender, por exemplo, uma ação em um determinado momento. Afinal, você estará exposto ao risco de mercado nesta situação.

Risco de calote

O risco de calote ocorre quando o investidor empresta seu dinheiro para uso de terceiros. É o caso, por exemplo, das debêntures – que, muitas vezes, fazem parte da carteira de investidores mais arrojados. Nestes casos, sempre existe o risco do calote – ou seja, da dívida que a instituição possui com você não ser paga.

Quando se investe diretamente em empresas, sem o respaldo do Fundo Garantidor de Crédito – como ocorre com alguns títulos privados, a melhor forma de diminuir o risco de calote é aplicando seu dinheiro em companhias sólidas. Elas oferecem menores chances de passar por problemas financeiros – logo, passam mais segurança de honrar compromissos firmados com seus credores.

Outros riscos

Além dos riscos principais que citamos, existem outros riscos menos comuns em relação aos investimentos. É o caso do risco operacional que você sofre em relação às plataformas que usa para negociar seus títulos. Enfrentar uma pane no site ou aplicativo, por exemplo, pode lhe fazer perder boas oportunidades.

Existe, ainda, os riscos inerentes às más escolhas financeiras. Quem concentra seus investimentos em poucos ativos , por exemplo, aumenta esse risco — afinal, se estes investimentos enfrentarem problemas, todo o seu patrimônio estará comprometido.

É importante lembrar que qualquer decisão financeira traz riscos. As pessoas que deixam o dinheiro parado em casa ou na conta-corrente também podem sofrer revezes — como ser roubado ou ter perda de valor por conta do aumento da inflação no país.

Por isso, é fundamental que todo investidor conheça as oportunidades de investimento disponíveis no mercado, saiba qual é seu perfil de investidor e tome decisões de investimento baseadas em suas necessidades pessoais. Desta forma, ficará muito mais fácil investir de maneira mais correta, de acordo com suas expectativas.

Conheça 5 investimentos arrojados

Agora que você já entendeu o que são os investimentos arrojados, o perfil de investimento agressivo e conheceu quais são os principais riscos inerentes a eles, está preparado para entender melhor as opções de investimento disponíveis no mercado.

Conheça a seguir 5 opções interessantes de investimentos arrojados que podem, eventualmente, fazer parte do portfólio de investimento de investidores agressivos. Acompanhe:

1 – Ações

A bolsa de valores – ambiente onde são negociadas as ações de empresas de capital aberto – talvez seja o ambiente onde é negociado o tipo de investimento arrojado mais conhecido pelos investidores: as ações.

Inclusive, é comum que investidores iniciantes apliquem em ações mesmo sem conhecer seu funcionamento — por terem recebido a sugestão de algum amigo ou familiar. O que é um erro.

Embora a bolsa de valores possa oferecer a possibilidade de bons rendimentos, é essencial entender que ela oferece também muitos riscos. Investir em ações sem o devido conhecimento pode gerar prejuízos significativos, principalmente para quem ainda está iniciando e não sabe como avaliar as empresas antes de aplicar seu dinheiro.

Em primeiro lugar, você deve compreender que ações são as menores partes do capital social de uma empresa. As companhias lançam suas ações à venda para arrecadar fundos que custeiem seus processos produtivos e a expansão do negócio.

Assim, o investidor se torna sócio da empresa e passa a lucrar com seus bons resultados (ou a ter prejuízos, com eventuais quedas nos preços das ações caso a empresa passe por dificuldades). As duas principais formas de obter rendimentos com a bolsa de valores são mantendo as ações e recebendo os dividendos por elas ou vendendo os papéis por um valor mais alto no futuro em relação ao preço pago pelo ativo.

Especulação

Além disso, é possível também especular neste ambiente, utilizando as oscilações de preços das ações para buscar por rendimentos de curtíssimo e curto prazo. Nestes casos, é comum que os investidores realizem as chamadas operações day trade ou swing trade – com duração de um dia (day trade) ou mais.

Acertar nas escolhas ao investir em ações depende dos seus objetivos. Se o seu desejo é ter ganhos no curto prazo, é importante acompanhar as oportunidades que aparecem, frequentemente, no mercado – buscando comprar um ativo na baixa e vendê-lo na alta. Já se o seu plano é de longo prazo, o mais indicado é investir em empresas com bons fundamentos.

2 – Contratos futuros

O Mercado Futuro é uma outra opção dentro da bolsa de valores – também indicada para perfis mais arrojados. Neste ambiente, é negociada a compra e venda de ativos que só serão liquidados no futuro – os chamados contratos futuros.

No Mercado Futuro é possível fazer operações em índices econômicos, commodities e dólar. Todos relacionados ao valor desses itens no futuro. O investidor pode ter lucro ou prejuízo, dependendo da variação no preço entre o dia em que ele compra o ativo e a data em que será liquidado.

Existem duas opções disponíveis: os contratos futuros e os minicontratos. A principal diferença entre eles é o volume de compra. Os minicontratos permitem a participação de investidores menores, pois exigem valores mais baixos para a aplicação — eles correspondem a 20% do valor cheio dos contratos futuros.

Vale destacar, entretanto, que as operações no mercado futuro são especulativas. Portanto, não é possível comprar um contrato no mercado futuro com o objetivo de mantê-lo em carteira por anos.

3 – Fundos Cambiais

Outra opção para quem busca investimentos arrojados é o aplicar no câmbio, a partir dos fundos cambiais. Os fundos cambiais são fundos de investimento aberto, cujo portfólio é composto por investimentos atrelados a moedas estrangeiras, como o dólar.

Normalmente, os fundos cambiais são indicados para investidores que buscam proteger seus recursos contra as flutuações do câmbio, como é o caso do dólar e do euro, por exemplo. Contudo, existem muitos investidores que investem em fundos cambiais visando lucrar com a variação destas moedas estrangeiras.

Por estarem sujeitos à flutuação da moeda de referência em relação ao real, os fundos cambiais são indicados para um perfil mais arrojado de investidor. Apesar disso, investidores com perfil moderado também podem investir um capital menor nesta modalidade de investimento.

4 – Fundos de investimentos

Os fundos de investimentos são boas opções para quem procura diversificar a carteira contando com uma ajuda profissional. Como eles são geridos por especialistas, oferecem essa vantagem em relação a outras modalidades de investimento – já que o investidor não precisará escolher os investimentos que irão compor a carteira do fundo.

É importante saber que existe uma grande variedade de fundos — desde conservadores (com investimentos em renda fixa), até os mais arrojados. Assim, investidores com perfil agressivo devem buscar fundos de investimentos da renda variável ou multimercados.

Um investidor mais agressivo, por exemplo, pode investir em fundos de ações – cuja carteira é composta por ações negociadas em bolsa, em fundos multimercados – que podem ter portfólio composto por diversos produtos, da renda fixa e variável, e até mesmo em fundos de investimento imobiliário (FII), indicados para perfis moderados e agressivos.

Na hora de investir em um fundo de investimento, vale a pena conhecer as estratégias seguidas por cada fundo, as taxas de administração cobradas e o histórico de rentabilidade do fundo. Entretanto, não se esqueça que a rentabilidade passada não garante rentabilidade futura em nenhum investimento.

5 – Investimento em empresas (investidor – anjo)

Por fim, há um tipo de investimento arrojado que não é necessariamente no mercado financeiro, mas guarda algumas semelhanças em relação a outros investimentos mais arrojados.

Tornar-se um investidor-anjo é oferecer seu dinheiro para a criação ou ampliação de um modelo de negócio e, por isso, o investimento em empresas pode ser considerado um tipo de investimento para investidores mais arrojados.

Neste caso, você também se torna sócio de uma companhia – semelhante a um investimento em empresas de capital aberto, por exemplo. A diferença é que, neste caso, o investidor-anjo costuma ter uma fatia maior da empresa e participar, muitas vezes, de alguns processos de decisão do negócio – sem, necessariamente, fazer parte dele.

O processo para decidir onde investir também é semelhante, já que se faz necessário avaliar os números do negócio, projetar resultados e refletir sobre o potencial de lucro e de retorno do investimento.

Esse tipo de investimento, inclusive, é bastante comum em outros países e vêm ganhando popularidade no Brasil. Afinal, muitos empreendedores desenvolvem boas ideias, mas não têm dinheiro para colocá-las em prática. Assim, eles saem em busca de alguém que deseje investir seu dinheiro e lucrar com a empresa.

Geralmente, o setor que mais mobiliza investidores-anjos é o de startups. Essas empresas modernas e ágeis podem crescer rapidamente, podendo oferecer ótimos rendimentos para estes investidores-anjos. O risco, entretanto, também é grande. Caso ela enfrente problemas financeiros, é o seu dinheiro que estará em jogo.

Conclusão

Os investimentos arrojados são destinados àqueles investidores que têm maior apetite a riscos e não se importam de correr riscos na busca por melhores rentabilidades. Existem diversas opções disponíveis no mercado e, neste post, você conheceu 5 delas.

Seja qual for sua escolha – e seu perfil de investimento, no entanto, lembre-se sempre que tomar os cuidados necessários para escolher os seus investimentos, diversificar seu portfólio e conhecer seus objetivos na hora de montar sua carteira é fundamental para reduzir os riscos e potencializar sua carteira!
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