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o que você não aprendeu sobre finanças pessoais

Finanças pessoais: o que você não aprendeu na escola

Se você já saiu do colégio – há muito tempo ou não – e se tem o costume de acompanhar informações sobre o sistema educacional do nosso país deve saber que, até os dias de hoje, a educação básica no Brasil, infelizmente, não inclui em sua grade curricular conhecimentos importantes na área do controle de finanças pessoais.

Por conta disso, diferente do que ocorre em outros países, crianças e adolescentes deixam de aprender conceitos importantes no colégio – tendo acesso tardio a informações sobre organização financeira, poupança e investimentos. Uma das principais consequências desta realidade é a dificuldade de controlar o orçamento e ter uma vida financeira saudável na vida adulta.

 Afinal, se o assunto não é ensinado nas escolas, as pessoas precisam aprender isso em outro momento e situação – o que, na maioria dos casos, acaba não ocorrendo. Mas com você é diferente, certo? Estar lendo este artigo é a prova de que sua busca por esse tipo de conhecimento já começou.

Para ajudar você nesta jornada, abordaremos, no artigo de hoje, informações e conceitos fundamentais sobre finanças pessoais – sobre os quais, certamente, você não aprendeu na escola. Continue a leitura e saiba como utilizar tudo o que não lhe ensinaram na escola sobre finanças em prol da sua saúde financeira e de um futuro mais tranquilo!

Educação financeira

A Economia é uma ciência como todas as outras que compõem o currículo escolar. E, se pararmos para analisar, ela está presente em tudo o que fazemos durante a nossa vida.

Afinal, o dinheiro é um dos aspectos mais relevantes quando você precisa tomar qualquer decisão no seu cotidiano, não é mesmo?

Por isso, seria normal considerar fundamental a adição de noções de educação financeira no currículo das escolas. Noções básicas de administração do orçamento doméstico, por exemplo, evitaria que 73% das pessoas tivessem gastos maiores que sua renda em algum mês do ano, como ocorreu em 2018.

De acordo com esta pesquisa realizada com apoio do SPC Brasil, 62% da população tem dificuldade para administrar suas finanças – cenário este que poderia ser mudado com investimento em educação financeira nas escolas.

Organização pessoal

Para ter sucesso em suas finanças pessoais, a organização é indispensável. Muitas pessoas enfrentam problemas com endividamento ou aperto financeiro pelo simples fato de não acompanharem seus gastos ao longo do mês e não se prepararem para contas anuais. Mais uma vez, isso não é ensinado na escola.

Esses problemas podem ser evitados a partir de um hábito simples: o registro das movimentações financeiras. Isto é, anotar tudo o que se ganha e o que se gasta mensalmente e também conhecer e acompanhar de perto suas contas fixas, as compras parceladas e os gastos variáveis de cada mês.

A partir da organização financeira você sempre saberá para onde está indo o seu dinheiro e poderá tomar decisões mais conscientes. Um aplicativo de controle das finanças é muito útil nessa tarefa, pois condensa seus gastos em categorias e mostra gráficos com o seu padrão de consumo. Dessa forma, é possível rever suas escolhas e fazer planos de economizar.

Definição de objetivos

Não é raro que as pessoas adotem o lema “deixa a vida me levar” no aspecto financeiro. O que isso significa? Que o brasileiro trabalha, recebe seu salário, paga as compras que fez sem muita consciência e segue realizando os seus gastos mensais de acordo com o dinheiro que ainda tem na conta.

Com isso, os planos de fazer uma viagem legal, por exemplo, são sempre adiados porque não há como pagar por ela. E os sonhos de comprar um carro ou um imóvel também não acontecem, a menos que se recorra a financiamentos (o que diminuiu ainda mais o poder financeiro do orçamento e gera o risco de endividamento).

Tudo isso ocorre devido à falta de objetivos e metas. Se você, de fato, deseja fazer uma viagem ou comprar um carro, precisa adaptar suas finanças e planejar seus gastos a partir disso — e não continuar gastando o salário como se esses objetivos não existissem.

Definir objetivos bem estabelecidos e organizar o dinheiro para realizá-los também não se ensina na escola, mas você pode inserir esta prática em sua rotina a partir de agora.

É preciso ter clareza de que sua renda deve servir não apenas para custear seus gastos atuais, mas também para realizar projetos futuros. Então, ter foco nos objetivos ajuda a fazer seu salário render mais. Lembre-se sempre que não se deve esperar sobrar dinheiro, mas sim fazê-lo sobrar todos os meses.

Fundo de emergência

Além das noções de controle financeiro, outro conhecimento essencial para qualquer pessoa – e que deveria ser ensinado na escola –  é sobre a reserva de emergência.

O padrão de vida da família brasileira, normalmente, é relacionado diretamente ao salário. Se acontece uma crise e alguém perde o emprego, não há condições de manter a qualidade de vida por muito tempo.

A ideia do fundo de emergência é não deixar sua segurança financeira totalmente nas mãos do seu empregador. Afinal, problemas acontecem e é preciso estar aberto à instabilidade na carreira. Por isso, é indicado que uma parte da sua renda seja reservada para lhe oferecer suporte em momentos emergenciais.

Estima-se que o fundo de emergência deve ter entre seis e doze meses dos seus gastos mensais. Assim, no caso de perda de emprego, você conta com esse período de tranquilidade para refazer sua renda.

O valor também pode ser usado em outras urgências, como gastos inesperados com saúde ou viagens de última hora para prestar apoio a algum familiar. Essa quantia garante mais segurança diante de imprevistos.

Psicologia Econômica

Você sabe o que está por trás dos seus hábitos financeiros? Consegue identificar claramente quais são suas maiores dificuldades em relação às finanças pessoais e quais modelos de administração do dinheiro você recebeu ao longo da vida? Provavelmente não, certo?

Essas são algumas perguntas que a Psicologia Econômica ajuda a responder. E, como você não aprendeu sobre ela na escola, é muito importante compreender o assunto a partir de agora.

A Psicologia Econômica – ou Psicoeconomia – nada mais é que uma disciplina científica que estuda a relação entre o comportamento humano e as decisões econômicas. É a partir destas análises que se tenta identificar a psicologia humana por trás da nossa relação com o dinheiro.

Entender melhor a Psicologia Econômica e saber que nosso comportamento influencia diretamente em nossas finanças pessoais também é bastante útil para conseguir mudar maus hábitos financeiros e ser capaz de exercer um controle mais eficiente do seu orçamento, controlando os desejos de

consumo.

Investimentos

Por fim, saber investir seu dinheiro, definitivamente, é uma aprendizagem que deveria ser ensinada nas escolas. Apenas 42% dos brasileiros têm alguma quantia investida — desses, 88% aplica apenas na poupança, uma das alternativas menos rentáveis oferecidas no país. E

Este cenário, no entanto, ainda pode melhorar muito – especialmente se as pessoas compreenderem a importância de educarem-se financeiramente e aprenderem a lidar com suas finanças pessoais.

O caminho para um cenário mais positivo no âmbito financeiro das famílias brasileiras, portanto, é a disseminação de conhecimentos sobre o que é ser um investidor e a importância de fazer o dinheiro sobrar todos os meses para investi-lo em prol do seu futuro.

Existem diversas opções atrativas para você aplicar o seu dinheiro e receber bons rendimentos por eles. Seja na renda fixa – colhendo juros pelo valor aplicado, ou na renda variável – recebendo dividendos e lucrando com a valorização das empresas, seja abrindo uma empresa ou investindo em algum negócio, há inúmeras oportunidades disponíveis para quem deseja investir.

Jamais se esqueça que realizar investimentos permite que suas reservas se multipliquem. Assim, você conquista qualidade de vida e realiza diversos sonhos mais facilmente.

E não precisa ganhar muito para fazer isso: comprometendo-se com valores pequenos todos os meses, é possível ter ótimos resultados no longo prazo.

Conclusão

Como você acompanhou no artigo de hoje, existe muita coisa que não aprendemos na escola sobre finanças pessoais e que precisam ser compreendidas. E que bom que há outras formas de acessar esses conhecimentos — que é exatamente o que você está fazendo neste momento!

Mantenha o interesse em saber mais sobre o assunto e comece a aplicar seus conhecimentos no seu dia a dia. Desta forma, sem dúvidas, sua vida financeira irá melhorar!

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